segunda-feira, 17 de setembro de 2012

29 anos depois on the road again

A caminho de Lisboa para de novo me sentar nos bancos da escola e frequentar o curso "Comunicação de Tendências" na faculdade de letras de lisboa. Espero que algumas das minhas questões/dúvidas sobre o mundo actual e as suas tendências me possam ser esclarecidas de forma a facilitar o meu caminho pessoal e profissional. Identificar, compreender, comunicar e interpretar as tendências na sociedade actual e não só, serão alguns dos meios de transporte que utilizarei neste meu novo percurso, um pouco serôdio é certo, de aprendizagem.



sábado, 8 de setembro de 2012

O que fazer com os meus pontos de interrogação

O tempo vai passando e as dúvidas vão-me inquietando e como gosto pouco de não ter respostas e de ver sempre uma luz ao fundo do túnel ainda que ténue, decidi desde há algum tempo vasculhar tudo o que me fosse possível para entender o que se passa neste mundo que teima em mudar sem sequer pedir licença para entrar e sair das nossas vidas sem termos percebido como mudou, porque mudou e para onde nos leva essa mudança. Não necessito de certezas absolutas, mas de caminhos orientadores que me permitam com alguma segurança dar sentido à vida dos jovens que me escutam diariamente na sala de aula e à minha própria vida.
O nosso mundo está a mudar e para o acompanhar com algum sentido preciso de "amaciar" as minhas emoções e ser capaz de refletir para agir e ter o distanciamento suficiente para compreender as mudanças sociais e as tendências que emergem nas várias áreas e consequentemente adquirir ferramentas facilitadoras que cruzadas com o máximo de informação irão contribuir para enriquecer e dar sentido a algumas das minhas dúvidas.
Este curso “ Comunicação de Tendências” é para mim o início de uma estafeta que apenas estava à espera do tiro certo para se soltar e começar a correr. E como não posso negar o futuro e como pretendo contribuir para a sua construção, decidi contrariar o conforto e “alevantar-me” para enfrentar os ventos de mudança contínuos que se instalaram no comportamento das pessoas contribuindo desta forma para grandes insatisfações e angústias.

quinta-feira, 6 de setembro de 2012

OS ESTAFETAS DA FELICIDADE

A CPCJ de Almeirim em colaboração com a Câmara Municipal organizaram hoje um seminário, no cine teatro, subordinado ao tema "Prevenir para não remediar". A primeira conferência subordinada ao tema " A emergência de uma cultura de prevenção" teve como convidados Laura Santos e Teresa Montano da CNPCJ em risco e Teresa Ricou fundadora do projecto Chapitô.Na segunda conferência "Educação pelos e para os afectos" os convidados foram Catalina Pestana, ex-provedora da Casa Pia de Lisboa, Paulo Sargento, psicólogo clínico e Jorge Martins psicólogo no SCIENPSY. Participaram ainda neste seminário professores e educadores do agrupamento de escolas de almeirim, o rancho infantil de almeirim e o coro de jovens de almeirim.
Um dia de reflexão sobre questões relacionadas com a educação e formação de crianças e jovens nas escolas e a responsabildade dos estafetas na construção de pessoas mais felizes. Poder-se-á então perguntar, para quando um seminário com o mesmo título, mas direccionado para o ser professor e a sua felicidade.

segunda-feira, 3 de setembro de 2012

Poesia da Marquesa de Alorna


SONETO

Lusitânia querida! Se não choro
Vendo assim lacerado o teu terreno,
Não é de ingrata filha o dó pequeno;
Rebeldes julgo os ais, se te deploro.

Admiro de teus danos o decoro.
Bebeu Sócrates firme seu veneno;
E em qualquer parte do perigo o aceno
Encontra e cresce o teu valor, que adoro.

Mais que a vitória vale um sofrer belo;
E assaz te vingas de opressões fatais,
Se arrasada te vês, sem percebê-lo.

Povos! a independência que abraçais
Aplaude, alegre, o estrago, e grita ao vê-lo:
"Ruína sim, mas servidão jamais!"

in MARQVESA DE ALORNA,POESIAS, Sá da Costa, 1941


quarta-feira, 11 de julho de 2012

Uma viagem em duas etapas - 4ªsessão

Depois de uma manhã tentando comunicar com os papéis do meu escritório e suando para organizá-los de forma facilitadora para a reunião de quinta-feira, uma tarde de formação onde a questão da comunicação foi o tema de conversa que me fez, por alguns momentos, esquecer as tardes em que comunico apenas com o João Pestana e só entro em conflito quando ele não chega. Comunicar com os meus papéis leva quase sempre a conflito comigo própria... e será que comunicar com os outros também sucede o mesmo? Os meus conflitos vivem e dormem comigo diariamente, ou seja, estão "latentemente" à espera que alguém bata à porta para eles se manifestarem gritando que também eles têm direito a ser ouvidos. E será que consigo respeitar, perceber, não concluir, devolver e obter a informação necessária de forma a minimizar/solucionar os conflitos que me podem surgir?
Durante a tarde e escutando de quando em vez, atentamente os formadores, passei por vários momentos de reflexão que me deixaram um pouco preocupada e pouco feliz por ver que a mediação de conflitos não é para todos e que me será difícil, mas não impossível, de conseguir aprender a escutar distanciando-me dos problemas e ter o pensamento limpo de todas as impurezas que nele aprenderam a habitar ao longo dos anos e sentir que essa será a única forma de solucionar o que quer que seja que me apareça para resolver. Por isso acho que tenho de me olhar ao espelho para entender o que vejo e sentir que não sou eu que estou do outro lado, mas sim alguém fora de mim que está ali para ajudar a solucionar os momentos em que se manifesta o conflito e perceber os vários/diferentes  passos que levaram a tal situação.
Amanhã, quinta-feira, estarei ausente da formação que será sobre os modos como abordamos os conflitos e as formas de os resolver. No entanto estarei numa manifestação de professores na esperança de encontrar soluções para o desaparecimento gradual da escola pública em Portugal.



quinta-feira, 5 de julho de 2012

Uma viagem em duas etapas - 3

Esta 3ª sessão foi essencialmente sobre alguns dos elementos que temos de ter em consideração sempre que estamos num momento de mediação de conflitos. Focámos os aspectos sociológicos e os aspectos psicológicos dessa nossa actuação enquanto mediadores quase sempre a partir de realidades analisadas quer individualmente quer em grupo.
Relativamente aos aspectos sociológicos e após algum enquadramento teórico sobre vários conceitos que devem ser inerentes a esta tarefa de mediar, chegámos à conclusão que temos de alargar o nosso  "quadrado", ou seja, o que transportamos para todo o lado e que existe em nós e faz parte da nossa identidade. Lá voltamos novamente à questão, quem sou eu, que me persegue há muitos anos e para a qual, felizmente, já obtive algumas respostas que me poderão facilitar a entrada neste mundo novo da mediação. O nosso mundo está a mudar e para o acompanhar precisamos de amaciar as nossas emoções e sermos capazes de ter o distanciamento suficiente do conflito de forma a que tenhamos resultados positivos na resolução dos mesmos. Este processo de mediação não é veloz e a fluidez e velocidade com que nos deparamos diariamente com conflitos dentro da sala de aula que necessitam de uma actuação rápida e eficaz de forma a solucionar o problema na hora , é por vezes falível porque os nossos sentimentos, sejam eles quais forem, estão à flor da pele e consequentemente a probabilidade de errar é maior. Nós somos quem somos e o que herdámos a todos os níveis e esses factores irão naturalmente estar presentes na nossa actuação que poderá ser feliz ou não.
No que respeita aos aspectos psicológicos iniciámos a nossa viagem com o filme "A Família" de Ettore Scola e a nossa caminhada foi direccionada para os tipos de relacionamento entre os membros da família e como a sociedade afecta as relações da família nas situações mais comuns do dia a dia. Foram vários os pontos de conflito, mas o que mais me tocou foi o do não reconhecimento da identidade do outro. E porquê? Penso que é um dos nossos grandes problemas é não vermos o outro como ele é e sim como nós pensamos que seja. Ninguém se olha ao espelho e vê o outro.

quinta-feira, 28 de junho de 2012

Uma Viagem em duas etapas - 2

Mediação escolar: prevenção e resolução de conflitos
2ª sessão
As primeiras questões colocadas nesta sessão sobre os conflitos foram: como os enfrentamos e como os resolvemos. Foram várias as respostas e todas elas com o mesmo objectivo, resolver os conflitos que surgem no dia a dia nas escolas. Somos seres humanos e como tal as nossas reacções perante as situações mais inesperadas dependem muito da nossa força e humor do instante. Para obtermos resultados o mais favoráveis possível é necessário treino individual e conhecimento suficiente de nós próprios (continua)